Postado dia 23/03/2026 às 01:03

Após 113 dias internado, paciente recebe alta sob aplausos no Hospital Tacchini

Nos últimos meses, a vida de Nelson Allebrandt, de 55 anos, precisou vencer inúmeros desafios clínicos complexos e sucessivas intervenções cirúrgicas para, após 113 dias, receber alta hospitalar no Hospital Tacchini Bento Gonçalves. Sua saída foi celebrada pelo paciente, por familiares e pelos profissionais de saúde, que formaram um corredor de palmas, simbolizando não apenas o fim de um longo tratamento, mas também a vitória do cuidado multidisciplinar.

A internação teve início após uma cirurgia de apendicite realizada no fim de novembro, em Carlos Barbosa. O que inicialmente parecia um procedimento comum evoluiu para um quadro grave, com complicações como fístulas intestinais (perfurações que provocam vazamentos no intestino), infecção generalizada e sepse abdominal. Desde então, o paciente passou por mais de 20 idas ao bloco cirúrgico, enfrentando um ciclo delicado de intervenções e recidivas.

De acordo com o cirurgião do aparelho digestivo do Hospital Tacchini, Dr. Leandro da Rocha, o caso exigiu uma abordagem contínua e altamente especializada. “Nós fechávamos as fístulas, reforçávamos os pontos, mas elas reabriam mesmo assim. Foi um processo muito difícil, raro, que exigiu persistência, estudo e acompanhamento constante. Chegou um momento em que optamos por exteriorizar o intestino, como em uma colostomia, para permitir a cicatrização adequada do abdômen”, explica.

Após cerca de dois meses e meio, com a estabilização do quadro, a equipe realizou uma nova cirurgia para reverter a colostomia e fechar as fístulas. Mesmo assim, uma nova perfuração surgiu espontaneamente dias depois. A estratégia adotada foi conservadora: suspensão da alimentação oral e nutrição exclusivamente venosa, permitindo que o organismo cicatrizasse naturalmente.

Durante grande parte da internação, Nelson permaneceu sem se alimentar pela boca, dependendo exclusivamente de nutrição parenteral. Com a evolução clínica, a alimentação oral foi gradualmente reintroduzida. Hoje, ele não apresenta mais fístulas nem necessidade de colostomia, embora vá precisar de acompanhamento nutricional rigoroso, já que as múltiplas cirurgias resultaram em um quadro de intestino curto, o que reduz a absorção de nutrientes.

“O mais importante é que ele está bem e com perspectiva de uma vida normal, desde que siga corretamente as orientações nutricionais. Foi um caso muito complexo, mas com desfecho positivo. Estamos todos muito felizes por ele”, destaca o médico.

Ao longo dos mais de três meses de internação, o paciente também passou por diversas internações em Unidade de Terapia Intensiva (UTI), devido a episódios de infecção e descompensações clínicas. Mesmo diante das dificuldades, a evolução foi gradualmente favorável, resultado do trabalho integrado entre equipes médicas, de enfermagem, fisioterapia, nutrição e demais profissionais envolvidos.

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